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Protocolos assistenciais e excelência no atendimento
Para manter seu padrão de excelência, o Hospital 9 de Julho desenvolve Protocolos assistenciais para garantir boas práticas médicas. Esses protocolos têm como objetivo revisar as diretrizes clínicas no tratamento de doenças mais comuns ou mais graves, além de adaptar essas normas à rotina diária de atendimento. Mensalmente, os indicadores do programa são compilados, divulgados e discutidos com as equipes envolvidas para garantir e estimular uma melhoria contínua nos atendimentos prestados. Há cerca de dois anos, o Hospital 9 de Julho faz parte do grupo de melhores práticas assistenciais da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados).
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Atendimento de paciente com suspeita de Infarto Agudo Miocárdio
O Protocolo de atendimento de dor torácica criado com o objetivo de sistematizar o atendimento dos pacientes com dor torácica e garantir que eles recebam, no caso de diagnóstico do IAM com supra desnivelamento do segmento ST, o tratamento recomendado pelas diretrizes reduzindo sua morbimortalidade.
O infarto agudo do miocárdio (IAM), dentre os possíveis diagnósticos para dor torácica na sala de emergência, é uma patologia com alta mortalidade, causada por obstrução de uma das artérias coronárias, que nutre o próprio músculo do coração. Quando a obstrução é total, o infarto pode comprometer toda a espessura do músculo cardíaco, gerando alterações características ao eletrocardiograma, chamadas de infarto com supradesnível do segmento ST ("IAM com supra-ST").
A cada minuto que o músculo passa sem receber oxigênio, suas células entram em sofrimento e, se nada for feito para abrir a artéria e restabelecer o fluxo sanguíneo, o processo culmina com a necrose da área do músculo cardíaco irrigada pela artéria coronariana em questão. Quanto mais precoce for realizada esta desobstrução, maior a área do músculo cardíaco salva. Daí a famosa frase: "Tempo é Músculo!"
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Atendimento de pacientes com suspeita de Acidente Vascular Cerebral
Atualmente, as doenças cerebrovasculares constituem uma das principais causas de morte no Brasil. O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é caracterizado por sintomas de disfunção no cérebro (localizada ou global), com duração maior de 24 horas. Dependendo do local do cérebro atingido, podem ocorrer manifestações como paralisia dos músculos do rosto, dificuldade para movimentar os olhos, além de distúrbios na fala e na compreensão.
A rapidez no atendimento e tratamento do AVCI são fatores críticos para o prognóstico seguro do paciente. Visando qualidade, eficiência e segurança, o Hospital 9 de Julho elaborou um protocolo de atendimento para pacientes com suspeita de AVCI. Sempre que um paciente relata algum dos sintomas com início há menos de 3 horas na sua chegada ao pronto socorro ele segue um fluxo diferenciado, para otimizar tempos pela possibilidade de utilização de trombolíticos com redução decomplicações neurológicas.
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Atendimento Choque Séptico
Sepse é uma doença sistêmica causada por uma reação inflamatória sistêmica e exacerbada do organismo à presença de um microorganismo (quadro infeccioso) em algum lugardo corpo. No mundo todo é a principal causa de óbito em unidades de terapia intensiva. No Brasil, estudos relataram elevadas taxas de ocorrência (cerca de 1/4 dos leitos de UTI) e de mortalidade (cerca de 60% de óbito no choque séptico). Assim, estratégias para homogeneizar condutas, através de protocolos gerenciados, baseados em evidências científicas, podem reduzir o risco de óbito.
A rapidez no atendimento e tratamento da Sepse são fatores críticos para o prognóstico seguro do paciente. Visando qualidade, eficiência e segurança, o Hospital 9 de Julho elaborou um protocolo de atendimento para pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de Sepse. Sempre que um paciente apresenta um dos sintomas mais comuns (Temperatura maior que 38ºC ou menor que 35ºC, freqüência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto e frequência respiratória maior que 20 incursões por minutos) na sua chegada ao pronto socorro ele segue um fluxo diferenciado, para otimizar tempos pela possibilidade de utilização de antibióticos com redução de seqüelas.
Todo paciente, clínico ou cirúrgico, ao ser internado corre risco de sofrer de tromboembolismo venoso. Considerada a principal causa de morte intrahospitalarprevenível no Brasil e no mundo, a doença conta, desde o 01 de junho de 2011, com um protocolo institucional com o objetivo de avaliar, identificar e incorporar medidas preventivas, reduzindo os riscos dos pacientes atendidos no Hospital 9 de Julho.
As situações de mais alarmantes dizem respeito aos pacientes submetidos à cirurgias de alto risco, como por exemplo cirurgias ortopédicas, oncológicas ou cirurgias de grande porte, e aos pacientes clínicos com história prévia ou internados por algum tipo de infecção grave, insuficiência cardíaca, doença inflamatória sistêmica ou doença pulmonar crônica entre outras.
Para reduzir em até 60% o tromboembolismo venoso, o H9J passou a adotar medidas que detectem e previnam o risco de tromboembolismo venoso quando na presença de fatores de risco. Os pacientes serão avaliados no momento da internação e em casos de mudanças clínicas significativas. Quando necessário, serão orientadas medidas não farmacológicas como andar ou até mesmo a utilização de dispositivos específicos podendo inclusive sugerir a prescrição demedicação anticoagulante.
De acordo com a coordenadora do Serviço de Epidemiologia, Ana Paula Mikulenas, duzentos enfermeiros e o corpo clínico de retaguarda, constituído por cerca de 513 médicos de diversas especialidades, já foram treinados. O objetivo éacompanhar as discussões com as equipes assistenciais para colher resultados práticos já em agosto.
Embora já exista uma prática de profilaxia para o tromboembolismo venoso, principalmente nas unidades mais críticas, o H9J passa a agir de forma engajada a partir de uma campanha norte-americana, que propõe salvar 5 milhões de vidas com medidas preventivas como esta.